quinta-feira, 18 de agosto de 2011


 
Na última década, Nicolas Cage foi um sargento americano em guerra contra o Japão, explorou tesouros perdidos, vendeu armas, trocou socos com o demônio e, pasmem, acabou de ressuscitar do purgatório. Revendo os títulos de sua filmografia mais recente, não é de se estranhar o lugar do qual ele teve que sair. Para sua tristeza, é pra lá que ele deve voltar assim que seu último filme, “Fúria Sobre Rodas”, sair dos cinemas. Pelo menos até que outro fiasco cinematográfico o retire de lá novamente. Para aqueles que imaginavam que em “Caça às Bruxas” o astro havia atingido o limite humanamente aceitável do bizarro, assistir “Fúria Sobre Rodas” vai ser uma experiência curiosa. Se a história de uma inocente garota acusada de bruxaria conseguiu causar, entre todos os pontos criticáveis, alguma boa impressão, o retorno de Cage, agora dotado de poderes retirados das trevas, não oferece ao público nenhum atrativo. Pelo contrário, a nova história é tão absurda e caricata que foge do risível e se torna constrangedora. Para nós e para Cage.

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